Admitir pra mim mesma que eu sinto falta de algumas coisas é complexo, complicado e me deixa mal. Sei lá, no meu caso isso é pior que TPM, fim de férias, volta às aulas no meio da semana e primeiro dia de aula quando se tem 7 anos em uma escola nova. É sempre minha pior fase. É a fase onde eu passo sobre mim, sobre os meus valores e coisas que já aprendi a aceitar pra poder incorporar essa falta e só então me desprender.
Eu vivo numa auto-cobrança constante de ter que me superar sempre. Tenho sempre que querer mais, que buscar mais, que trabalhar mais, que amar mais, que me apresentar mais. Só não comer mais. E acho sempre que eu tenho que viver mais e sobreviver menos, que tenho que me encontrar mais e procurar menos.
Mas é quando eu me acho, quando eu reconheço as respostas é que eu sinto falta de mim de...não sei...meses atrás? Semana passada!? Mas são respostas que eu preferia negar, ou nem tê-las encontrado. Respostas que me fazem mais perguntas ainda. Respostas que, na verdade, me dizem aquilo que eu tenho que ouvir mas que eu preferia nem ter perguntado.
São sonhos que eu não realizei, momentos que eu não vivi, lágrimas que eu não chorei, palavras que eu não disse. Ou são só momentos em que eu não senti a emoção como deveria, a ponto de tê-la guardada dentro de mim. E todas essas cenas incompletas, de diálogos sem sentido me assombram. E me cobram. E me questionam. E me chamam de covarde assim...na cara.
E então é que se instala aquele temor de pensar que pra se sentir completa eu tenha que tentar reviver situações, dias, horas, músicas, filmes, ataques de riso, de choro, amizades, conversas, mesas de bar, festas, dias a toa. Isso tudo ao invés de olhar pra frente e reunir coragem pra novos momentos.
E mesmo depois de todas essas palavras soltas e desconexas, o meu sentimento mais legítimo nessa bendita fase é de que a saudade tá aqui. Pra doer, pra se sentir, pra te fazer pensar, repensar, se arrepender e se levantar.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
domingo, 5 de janeiro de 2014
Novos dias! :)
Até hoje, dia 5 de janeiro de 2014, foram 14.952 mil visualizações de páginas, 218 postagens, 18 seguidores e 134 comentários publicados. E só hoje...8 visualizações de página...sabe-se lá o porquê! Mas, são números reais e mais confirmações das minhas conquistas até aqui. São números que mostram que algo de bom eu vinha fazendo nesse espacinho tão meu.
Assim, começo uma nova fase no Dessemelhanças. Uma fase de compartilhamento, de boas novas divididas, da formação de uma equipe que tem os mesmos objetivos que eu...falar de um pouco de cada coisa, de um muito de tudo. Retomo os trabalhos do Dessê (como carinhosamente chamo essa doideira toda!) com amigas do meu lado, que serão minhas parceiras daqui em diante! Aos poucos, as pessoas que me acompanham vão conhecendo essas novas opiniões.
Assim, o que eu desejo pra 2014 é que esse seja um ano de continuação...de tão bom que foi 2013. Quero um foco cada vez mais definido em finalizar aquilo que precisa ser finalizado e continuar aquilo que já dá certo e merece minha atenção. E só então novos projetos serão iniciados.
Então, feliz Ano Novo...uma boa continuação de ano bom!! Que tudo de novo e de melhor que o Dessemelhanças trouxer em 2014 te sirva como algo bom, como combustível para esse novo meu tempo...que pode ser seu também! :)
Assim, começo uma nova fase no Dessemelhanças. Uma fase de compartilhamento, de boas novas divididas, da formação de uma equipe que tem os mesmos objetivos que eu...falar de um pouco de cada coisa, de um muito de tudo. Retomo os trabalhos do Dessê (como carinhosamente chamo essa doideira toda!) com amigas do meu lado, que serão minhas parceiras daqui em diante! Aos poucos, as pessoas que me acompanham vão conhecendo essas novas opiniões.
Assim, o que eu desejo pra 2014 é que esse seja um ano de continuação...de tão bom que foi 2013. Quero um foco cada vez mais definido em finalizar aquilo que precisa ser finalizado e continuar aquilo que já dá certo e merece minha atenção. E só então novos projetos serão iniciados.
Então, feliz Ano Novo...uma boa continuação de ano bom!! Que tudo de novo e de melhor que o Dessemelhanças trouxer em 2014 te sirva como algo bom, como combustível para esse novo meu tempo...que pode ser seu também! :)
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Passos Dados
A gente erra muito. O tempo todo. Com todo mundo. A gente erra e se arrepende. A gente erra querendo errar, a gente erra querendo acertar, a gente erra sem saber que erra. Talvez esse seja o maior clichê da história mundial, mas é assim que acertamos...nos permitindo errar, errando sem saber.
A gente erra mesmo quando tentamos, a todo custo, não errar, quando não se permite, quando não reconhece, quando não se reconhece.
A gente erra quando não admite folhas escritas, páginas viradas, lágrimas caídas, passos dados, palavras ditas, tempos perdidos, sapatos gastos, roupas surradas, amores perdidos, saudades choradas, sentimentos amargados, paredes pintadas, dinheiros gastos, dias vividos, caminhos percorridos.
A gente erra quando tenta voltar atrás. A gente erra quando aposta que retornar pode ser melhor do que caminhar adiante, andar para frente. A gente erra quando insiste em refazer, em reviver, em "resentir", em ressentir. A gente erra quando não se contenta só em recordar.
segunda-feira, 19 de março de 2012
De onde vem?
A força é algo que vem de dentro pra fora. A força é, inexplicavelmente, o sentimento mais abstrato e mais concreto de todos. A força mais autêntica é fruto dos sentimentos mais puros e mais doloridos, que te impulsionam, que te estimulam, que te mostram a necessidade do entendimento. É na necessidade extrema de ser forte que se sabe o tamanho da força que se tem.
A força é o sentimento que acompanha a coragem, a vontade de ser melhor, de fazer melhor, de ser melhor. A força vem da vontade de querer se doar mais, de querer mostrar a quem precisa que você está lá, lado a lado mostrando que somos todos capazes de ser fortes.
A força vem, acima de tudo, da capacidade de amar. Vem da capacidade de amar mesmo sabendo que amar faz bem, faz sofrer, dói, angustia, preocupa, amendronta, assusta, traz ansiedades, faz rir, chorar, acalanta, acarinha, tira o sono, traz paz...e do que mais se precisa vivendo de tantos altos e baixos, não?
Se você ama, é preciso ser forte mesmo que tenha medo, que chore, que sinta o peito apertado, que sinta o chão sumindo dos seus pés e as palavras travadas na sua garganta. É preciso ser forte mesmo que esteja cansado. Tudo isso é preciso porque a força nada mais é do que a confirmação do amor.
A força vem da necessidade da superação. Vem da capacidade de se manter em silêncio mesmo quando há uma vontade louca de gritar, vem da capacidade de sorrir na sua necessidade de chorar, vem da vontade de estar perto, abraçadinho quando se precisa estar longe.
A força vem da necessidade de crer. Da necessidade de se olhar para os problemas sem uma lente de aumento que confunde, que amplia os sofrimentos. Da necessidade de entendermos que somos capazes de dimensionar nossos problemas e nossas angústias em seus tamanhos reais, pois só assim saberemos lidar com eles.
A força vem do amor comum. A força vem do bem querer, de objetivos comuns, da junção de boas energias, das boas vibrações, dos bons ventos soprando, todos os dias, fôlegos de mundança e renovação.
A força é o sentimento que acompanha a coragem, a vontade de ser melhor, de fazer melhor, de ser melhor. A força vem da vontade de querer se doar mais, de querer mostrar a quem precisa que você está lá, lado a lado mostrando que somos todos capazes de ser fortes.
A força vem, acima de tudo, da capacidade de amar. Vem da capacidade de amar mesmo sabendo que amar faz bem, faz sofrer, dói, angustia, preocupa, amendronta, assusta, traz ansiedades, faz rir, chorar, acalanta, acarinha, tira o sono, traz paz...e do que mais se precisa vivendo de tantos altos e baixos, não?
Se você ama, é preciso ser forte mesmo que tenha medo, que chore, que sinta o peito apertado, que sinta o chão sumindo dos seus pés e as palavras travadas na sua garganta. É preciso ser forte mesmo que esteja cansado. Tudo isso é preciso porque a força nada mais é do que a confirmação do amor.
A força vem da necessidade da superação. Vem da capacidade de se manter em silêncio mesmo quando há uma vontade louca de gritar, vem da capacidade de sorrir na sua necessidade de chorar, vem da vontade de estar perto, abraçadinho quando se precisa estar longe.
A força vem da necessidade de crer. Da necessidade de se olhar para os problemas sem uma lente de aumento que confunde, que amplia os sofrimentos. Da necessidade de entendermos que somos capazes de dimensionar nossos problemas e nossas angústias em seus tamanhos reais, pois só assim saberemos lidar com eles.
A força vem do amor comum. A força vem do bem querer, de objetivos comuns, da junção de boas energias, das boas vibrações, dos bons ventos soprando, todos os dias, fôlegos de mundança e renovação.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Enfim
A paz vem de dentro da gente. Vem da coragem de assumir-se como é, mostrando, em primeiro plano, seus defeitos, suas falhas, sua possibilidade de queda, seus medos e sua vulnerabilidade. Mostrando primeiro aquilo que, via de regra, desagrada.
A paz vem de quando não se tem mais medo de se jogar na vida, se jogar sem amarras, sem redes de proteção, sem medo de sentir-se plenamente preenchido. Sem medo de não se sentir compreendido. Sem medo de frustrar expectativas, apostas, padrões, conceitos pré definidos.
A paz vem da coragem de mostrar que não somos, nem de longe, capazes de definir, como verdade única, o que é o certo e o que é errado, de definir, sempre, qual o melhor caminho, qual a cor preferida, qual a música que mais te agrada, a comida que você mais gosta, qual tempo teve mais importância na sua vida.
A paz vem ainda da coragem de se perdoar. Um perdão que vem de dentro, que é o mais autêntico entre todos, um perdão que acalma, um perdão que se basta. Um perdão que preenche o vazio dos erros, dos arrependimentos, das falhas, das decisões precipitadas, das saudades, das faltas. Um perdão que confirma a necessidade dos erros. Um perdão que exige tanta coragem quanto a de errar.
Sentimentos que, dentro da gente, caminham lado a lado. Caminham juntos mostrando a importância tão essencial que temos de nos refazer, de nos reinventar, de nos reavaliar, de nos olhar de dentro pra fora. Sentimentos que mostram que tão necessário quanto acertar é falhar, e mais do que isso, é aceitar, principalmente, que somos suscetíveis.
E depois de tanto tempo sem escrever, de passar por aqui e tirar de dentro de mim coisas que poderiam ser só minhas, acho que perdi o meu medo, enfim, de errar e de não conseguir me perdoar. Acho que consegui derrubar uma barreira que eu nunca tive...e que foi criada justamente para impedir essa minha coragem de se manifestar. De colocar em palavras, como sempre fiz, alguns dos meus demônios com os quais eu lutro contra...todos os dias.
A paz vem de quando não se tem mais medo de se jogar na vida, se jogar sem amarras, sem redes de proteção, sem medo de sentir-se plenamente preenchido. Sem medo de não se sentir compreendido. Sem medo de frustrar expectativas, apostas, padrões, conceitos pré definidos.
A paz vem da coragem de mostrar que não somos, nem de longe, capazes de definir, como verdade única, o que é o certo e o que é errado, de definir, sempre, qual o melhor caminho, qual a cor preferida, qual a música que mais te agrada, a comida que você mais gosta, qual tempo teve mais importância na sua vida.
A paz vem ainda da coragem de se perdoar. Um perdão que vem de dentro, que é o mais autêntico entre todos, um perdão que acalma, um perdão que se basta. Um perdão que preenche o vazio dos erros, dos arrependimentos, das falhas, das decisões precipitadas, das saudades, das faltas. Um perdão que confirma a necessidade dos erros. Um perdão que exige tanta coragem quanto a de errar.
Sentimentos que, dentro da gente, caminham lado a lado. Caminham juntos mostrando a importância tão essencial que temos de nos refazer, de nos reinventar, de nos reavaliar, de nos olhar de dentro pra fora. Sentimentos que mostram que tão necessário quanto acertar é falhar, e mais do que isso, é aceitar, principalmente, que somos suscetíveis.
E depois de tanto tempo sem escrever, de passar por aqui e tirar de dentro de mim coisas que poderiam ser só minhas, acho que perdi o meu medo, enfim, de errar e de não conseguir me perdoar. Acho que consegui derrubar uma barreira que eu nunca tive...e que foi criada justamente para impedir essa minha coragem de se manifestar. De colocar em palavras, como sempre fiz, alguns dos meus demônios com os quais eu lutro contra...todos os dias.
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
Mesmo sem querer
O medo de sentir medo é terrível. O medo de sentir medo trava, assusta, sufoca, machuca, embaça, faz perder o ar, o fôlego, a sanidade. Te tira a leveza, o bom humor e é bem pior do que o medo de não ter coragem. Afinal, como disse Mark Twain, "coragem é resistência ao medo, domínio do medo, não ausência do medo".
O medo de sentir medo paralisa o corpo, a alma e a mente. O medo de sentir medo limita, queimas as pontes, diminui as opções, te leva pra um caminho contrário simplismente porque arriscar pode ser...arriscado demais. O medo de sentir medo te impõe interpretações forçadas, te confunde, troca as letras e as coisas de lugar.
O medo de sentir medo te leva a lugares que você, fatalmente já conhece e sabe que não são bons. E pior ainda...te impede de chegar a lugares em que você sabe que poderia ser mais feliz ou uma pessoa melhor.
O medo de sentir medo é tão cruel que me fez até mesmo adiar essas palavras o quanto eu pude com medo do que eu poderia ler no final delas. Medo de como eu poderia me sentir, medo de como eu iria me comportar, medo, afinal, de sentir medo.
O medo de sentir medo paralisa o corpo, a alma e a mente. O medo de sentir medo limita, queimas as pontes, diminui as opções, te leva pra um caminho contrário simplismente porque arriscar pode ser...arriscado demais. O medo de sentir medo te impõe interpretações forçadas, te confunde, troca as letras e as coisas de lugar.
O medo de sentir medo te leva a lugares que você, fatalmente já conhece e sabe que não são bons. E pior ainda...te impede de chegar a lugares em que você sabe que poderia ser mais feliz ou uma pessoa melhor.
O medo de sentir medo é tão cruel que me fez até mesmo adiar essas palavras o quanto eu pude com medo do que eu poderia ler no final delas. Medo de como eu poderia me sentir, medo de como eu iria me comportar, medo, afinal, de sentir medo.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Completa
Sentir a alma plena, completa. Acho que é isso que venho buscando tanto, com tanta dedicação. Dedidcação e uma confusão que consome a minha mente. Sentir, definitivamente, que já não falta mais nada que possa preencher um mundo que é só meu. Buraquinhos que só eu sei que existem no meu peito.
Vazios incapazes de serem completos com o conforto do tempo, com palavras de acalanto, com dias de esperança. Vazios que entristecem e que se estivessem cheios poderiam, mesmo confundindo, trazer satisfação e um pedacinho de felicidade. Dúvidas que insistem em se refazer, em continuar aqui dentro, em criar novas dúvidas. Dúvidas que têm respostas tão claras que chegam a se transformar em novas dúvidas.
Lacunas que se completam e se esvaziam diariamente. Se completam com as minhas tentativas de completá-las e de excluí-las. Mas se esvaziam com a minha certeza de que ainda falta alguma coisa, de que que não é aquele preenchimento que eu estou buscando, certeza de que há algo fora do lugar, certeza da iminência de tanta ilusão. Lacunas que me impedem de buscar aquilo que mais do que ser o que quero é aquilo que eu preciso e que, indiscutivelmente, me fará melhor.
Sinto faltas que me fazem acreditar que eu poderia seguir por outro caminho. Caminho que, mesmo que seja mais difícil, acalma, conforta, alegra...confunde, tira do sério, leva a razão embora. São faltas que ao serem supridas trazem momentâneos brilhos nos olhos, sorrisos inexplicáveis, misteriosos frios na barriga, rápidas sensações de saciedade. Sentimentos que maqueiam suas reais necessidades e as trilhas para os caminhos mais seguros.
Vazios incapazes de serem completos com o conforto do tempo, com palavras de acalanto, com dias de esperança. Vazios que entristecem e que se estivessem cheios poderiam, mesmo confundindo, trazer satisfação e um pedacinho de felicidade. Dúvidas que insistem em se refazer, em continuar aqui dentro, em criar novas dúvidas. Dúvidas que têm respostas tão claras que chegam a se transformar em novas dúvidas.
Lacunas que se completam e se esvaziam diariamente. Se completam com as minhas tentativas de completá-las e de excluí-las. Mas se esvaziam com a minha certeza de que ainda falta alguma coisa, de que que não é aquele preenchimento que eu estou buscando, certeza de que há algo fora do lugar, certeza da iminência de tanta ilusão. Lacunas que me impedem de buscar aquilo que mais do que ser o que quero é aquilo que eu preciso e que, indiscutivelmente, me fará melhor.
Sinto faltas que me fazem acreditar que eu poderia seguir por outro caminho. Caminho que, mesmo que seja mais difícil, acalma, conforta, alegra...confunde, tira do sério, leva a razão embora. São faltas que ao serem supridas trazem momentâneos brilhos nos olhos, sorrisos inexplicáveis, misteriosos frios na barriga, rápidas sensações de saciedade. Sentimentos que maqueiam suas reais necessidades e as trilhas para os caminhos mais seguros.
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