Gostar ou não gostar. Ando pensado muito nisso nesses dias. No modo de gostar, na intensidade do gostar, da necessidade do gostar, na evolução do gostar. Por outro lado, do modo do não gostar, na intensidade do não gostar, da necessidade do não gostar, da evolução do não gostar.
Pior do que todos estes tem a vontade do gostar ou não. A vontade de gostar aparece quando as coisas lhe parecem naturais. Perceba. A vontade de gostar surge quando você quer gostar ainda mais, mesmo que não possa, ou que não deveria. A vontade de gostar dá ainda mais frio na barriga do que o gostar em si. A vontade de gostar te prova coisas, te transporta pra um mundo complicado a beça. A vontade de gostar te faz enxergar coisas que talvez possam alimentar dentro de você a vontade de não gostar.
A vontade de não gostar pode ser boa ou ruim, pode ajudar ou atrapalhar. A vontade de não gostar pode ser bem mais verdadeira, e na maior parte das vezes é mesmo, do que a vontade de gostar. A vontade de não gostar te mostra as coisas como elas realmente são, a vontade de não gostar te mostra a essência dos sentimentos, te mostra como seria bom poder dominar suas vontades.
A vontade de não gostar é aquela que elucida, que te sacode, que te aponta as coisas erradas, os passos em falso, a possível mudança do não gostar pro gostar. A vontade de não gostar é uma forma sutil de alerta, é a balança das suas outras vontades.
A vontade de não gostar sinaliza os seus desejos mais iconscientemente conscientes. Direciona sua força, seja para o lado que for. E isso tudo acontece porque simplemesmente porque a vontade de não gostar não é como não gostar realmente.
domingo, 1 de maio de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Revisistas
É engraçado como quando revisitamos pessoas, lugares, somos capazes de revisitar sentidos, sentimentos, cheiros, sons, memórias, boas ou más lembranças, risos ou lágrimas.
É engraçado como nosso cérebro é capaz de se transformar em tão poderosa máquina do tempo que nos permite viver novamente momentos que, na teoria, não poderiam ser revividos.
É como quando visitamos uma amiga e colégio de muitos, muitos, muitos anos, senta, conversa e ri até chorar revivendo, em detalhes, momentos que, ao mesmo tempo, passaram e são tão presentes. Segundos de gargalhadas te levam a momentos impagáveis.
Assim como segundos de lágrimas, diga-se de passagem.
Se permitindo reviver certas coisas, nasce a oportunidade de ver qualquer situação de fora, como expectador e a fazer, a si mesmo ainda mais feliz.
É como fechar os olhos e lembrar de alguém que já morreu. Pode parecer clichê, mas se você se concentrar bem e bastante será capaz de ouvir a voz dessa pessoa, sua risada, e até mesmo um carinho ou um abraço. O dom que temos que de lembrar de momentos nos permite coisas incríveis!
É como sentir cheiro de infância. Já sentiu cheiro de infância? De lancheira? Cara, cheiro de lancheira é o mais autêntico cheiro de infância que existe. O cheiro de uma lancheira me faz lembrar do gosto do cachorro quente que minha avó me mandava de merendinha.
E lembranças de beijos?! Por mais que você tenha um namorado de anos, um marido, 58 anos de casado, impossível não se lembrar dos beijos que você já beijou. Atrapalhados, inocentes, de tirar o fôlego, carinhosos, apaixonados, memoráveis ou "esquecíveis". Há até a lembrança daquele beijo que você não beijou...mas queria tanto que podia senti-lo mesmo assim.
É como ouvir músicas antigas que pra você parecem recentes como o dia de hoje. A música é capaz de te transportar para exatos segundos passados e te fazer sentir as mesmas coisas de anos, meses ou dia atrás. A música é capaz de acordar sensações, de trazer de volta o gosto bom de um beijo, de uma noite, de uma conversa ou o amargo de uma perda, de uma briga, de uma fossa, de palavras ditas e mal entendidas. Elas podem, pior que isso tudo, te fazer repensar e cogitar até mesmo um arrependimento.
Faça essa experiência. Feche os olhos, escolha um momento e revisite-o. E não opte só pelos bons. Na verdade, dê prioridade para os ruins, talvez isso te ajude a superá-lo, a ver que não foi tão ruim quanto pareceu. Ou, apenas assisti-lo, te mostre que ele já passou. De verdade, pra sempre.
É engraçado como nosso cérebro é capaz de se transformar em tão poderosa máquina do tempo que nos permite viver novamente momentos que, na teoria, não poderiam ser revividos.
É como quando visitamos uma amiga e colégio de muitos, muitos, muitos anos, senta, conversa e ri até chorar revivendo, em detalhes, momentos que, ao mesmo tempo, passaram e são tão presentes. Segundos de gargalhadas te levam a momentos impagáveis.
Assim como segundos de lágrimas, diga-se de passagem.
Se permitindo reviver certas coisas, nasce a oportunidade de ver qualquer situação de fora, como expectador e a fazer, a si mesmo ainda mais feliz.
É como fechar os olhos e lembrar de alguém que já morreu. Pode parecer clichê, mas se você se concentrar bem e bastante será capaz de ouvir a voz dessa pessoa, sua risada, e até mesmo um carinho ou um abraço. O dom que temos que de lembrar de momentos nos permite coisas incríveis!
É como sentir cheiro de infância. Já sentiu cheiro de infância? De lancheira? Cara, cheiro de lancheira é o mais autêntico cheiro de infância que existe. O cheiro de uma lancheira me faz lembrar do gosto do cachorro quente que minha avó me mandava de merendinha.
E lembranças de beijos?! Por mais que você tenha um namorado de anos, um marido, 58 anos de casado, impossível não se lembrar dos beijos que você já beijou. Atrapalhados, inocentes, de tirar o fôlego, carinhosos, apaixonados, memoráveis ou "esquecíveis". Há até a lembrança daquele beijo que você não beijou...mas queria tanto que podia senti-lo mesmo assim.
É como ouvir músicas antigas que pra você parecem recentes como o dia de hoje. A música é capaz de te transportar para exatos segundos passados e te fazer sentir as mesmas coisas de anos, meses ou dia atrás. A música é capaz de acordar sensações, de trazer de volta o gosto bom de um beijo, de uma noite, de uma conversa ou o amargo de uma perda, de uma briga, de uma fossa, de palavras ditas e mal entendidas. Elas podem, pior que isso tudo, te fazer repensar e cogitar até mesmo um arrependimento.
Faça essa experiência. Feche os olhos, escolha um momento e revisite-o. E não opte só pelos bons. Na verdade, dê prioridade para os ruins, talvez isso te ajude a superá-lo, a ver que não foi tão ruim quanto pareceu. Ou, apenas assisti-lo, te mostre que ele já passou. De verdade, pra sempre.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Infinitos lados
Todo mundo tem dois lados. Ou mais. Facetas que podem ser desenvolvidas, pode se nascer com elas ou a necessidade pode criá-las, sem que você as deseje ou que mesmo as autorize surgirem dentro de você. Como diz o clichê, ninguém é totalmente bom ou completamente ruim. Lutamos dia a dia com nossos demônios, tentando encontrar e entender qual seria nosso melhor lado.
Que fique claro que são lados opostos, sempre. Bom e ruim, engraçado e sem graça, bem humorado e mau humorado, feio e bonito, sereno e nervoso. São esses lados que nos fazem seres humanos complexos, interessantes e tão preocupantemente voláteis. Somos criaturas completamente instáveis, sensíveis à ofensas, a cutucadas, a chacoalhões a verdades jogadas na cara.
Somos frutos da criação de um ser perfeito que, certamente tem um propósito para toda essa nossa inconstância, para todas as nossas volatilidades. Somos seres extremamente complexos e aposto que seríamos bem menos interessantes caso fôssemos unilaterais, passivos e estáveis. Seríamos chatos e possivelmente não nos entenderíamos tão bem.
Todos esses nossos lados nascem pra dar vida àquilo que sentimos. E eles nascem aos pares para que possam demonstrar tristeza ou alegria, raiva ou afeto, bom ou mau humor, força ou fraqueza, coragem ou temência, e todos os turbilhões de coisas que sentimos desde o momento em que nos levantamos da cama até o momento em que, exaustos, voltamos pra ela.
O melhor exemplo do nascimento de lados veio com esse terremoto que devastou o Japão. Os japoneses estão fazendo florescer seu lado da força, da coragem, da renovação, do acreditar, do apostar as fichas. Será preciso engolir a seco que o passado não só ficou pra trás como não existe mais, foi dizimado e recuo junto com o mar, foi embora junto com o tremor que durou menos, bem menos do que a construção daquela potência.
Às vezes, é assim que nos sentimos. Obrigados a tirar de lá do fundo o lado da renovação, da coragem pra encarar uma reconstrução...e como é difícil. Às vezes é preciso gritar, berrar, sentir com intensidade, chorar até começar a soluçar, dizer todos os palavrões que se conhece...às vezes é preciso deixar o seu lado tenso se sobressair para que ele não dure muito.
É melhor que ele seja mais intenso, mais vívido, mais colorido do que duradouro. É melhor que ele vá com a mesma rapidez que veio. É melhor que quando ele aparecer, doa de uma vez, como temos que arrancar um pedacinho de esparadrapo. É melhor que ele chegue, se faça presente, cumpra sua missão e só volte em outra ocasião extremamente necessário.
Que fique claro que são lados opostos, sempre. Bom e ruim, engraçado e sem graça, bem humorado e mau humorado, feio e bonito, sereno e nervoso. São esses lados que nos fazem seres humanos complexos, interessantes e tão preocupantemente voláteis. Somos criaturas completamente instáveis, sensíveis à ofensas, a cutucadas, a chacoalhões a verdades jogadas na cara.
Somos frutos da criação de um ser perfeito que, certamente tem um propósito para toda essa nossa inconstância, para todas as nossas volatilidades. Somos seres extremamente complexos e aposto que seríamos bem menos interessantes caso fôssemos unilaterais, passivos e estáveis. Seríamos chatos e possivelmente não nos entenderíamos tão bem.
Todos esses nossos lados nascem pra dar vida àquilo que sentimos. E eles nascem aos pares para que possam demonstrar tristeza ou alegria, raiva ou afeto, bom ou mau humor, força ou fraqueza, coragem ou temência, e todos os turbilhões de coisas que sentimos desde o momento em que nos levantamos da cama até o momento em que, exaustos, voltamos pra ela.
O melhor exemplo do nascimento de lados veio com esse terremoto que devastou o Japão. Os japoneses estão fazendo florescer seu lado da força, da coragem, da renovação, do acreditar, do apostar as fichas. Será preciso engolir a seco que o passado não só ficou pra trás como não existe mais, foi dizimado e recuo junto com o mar, foi embora junto com o tremor que durou menos, bem menos do que a construção daquela potência.
Às vezes, é assim que nos sentimos. Obrigados a tirar de lá do fundo o lado da renovação, da coragem pra encarar uma reconstrução...e como é difícil. Às vezes é preciso gritar, berrar, sentir com intensidade, chorar até começar a soluçar, dizer todos os palavrões que se conhece...às vezes é preciso deixar o seu lado tenso se sobressair para que ele não dure muito.
É melhor que ele seja mais intenso, mais vívido, mais colorido do que duradouro. É melhor que ele vá com a mesma rapidez que veio. É melhor que quando ele aparecer, doa de uma vez, como temos que arrancar um pedacinho de esparadrapo. É melhor que ele chegue, se faça presente, cumpra sua missão e só volte em outra ocasião extremamente necessário.
quinta-feira, 3 de março de 2011
Como peças de Lego...

Seria bom se, como peças de Lego, nós pudéssemos montar e desmontar nossos sentimentos. Se assim pudéssemos escolher as formas, as cores , os tamanhos e as posições daquilo que sentimos.
Seria melhor ainda podermos ordenar nossos sentimentos por necessidades, situações ou vontades. Seria bom ainda se pudéssemos ampliá-los ou diminuí-los conforme o passar do tempo.
Seria melhor ainda se fôssemos capazes de movê-los pra onde o cerébro quer e não pra onde o coração ordenasse...mesmo que fosse lá pro fundinho do peito, naquele cantinho escuro que você nem se lembra que existe.
Seria bom se, como peças de Lego, tivessemos autonomia para pegar uma partezinha de cada tamanho, de cores diferentes, formatos distintos, e pudéssemos montar os sentimentos ideais.
Talvez assim, fôssemos capazes de controlar as emoções, de se desprender do que é preciso, de tirar as peças que não se encaixam como deveriam e trocá-las ou excluí-las quando preciso.
Batendo fora do bumbo...
Nos esforçamos o tempo todo para nos encaixar em tantos padrões, para corresponder a tantas expectativas e para sermos considerados normais. Estamos o tempo todo nos julgando e acreditando que não somos bons o bastante diante de outras pessoas...pessoas qu, às vezes, nem mesmo conhecemos. Achamos o tempo todo que poderíamos ser iguais à pessoas totalmente diferentes da gente.
Mesmo se tratando de padrões de autores desconhecidos, os tratamos como verdades únicas, como caminhos certos a seguir, dignos de nossa preocupação e encanação caso tenhamos vontade de tomar uma decisão diferente. Cara, isso não vale a pena...na moral.
Ser aquilo que se chama de normal é praquele que não busca, que não vê além, que não admite a possibilidade de um caminho alternativo...e tantas vezes melhor, mais bonito e é claro...bem mais difícil. Também não dá pra ser sopa no mel, né?!
Temos que estar o todo perdidamente apaixonados ou então sofrendo por amores perdidos ou não correspondidos. Temos que sentir o coração bater pelos delícias ou segurá-los quando ninguém acha aquela pessoa digna de um tremor nas pernas ou das mãos suando. Temos que assistir Big Brother e torcer pelo legalzão com cara de dó, temos que torcer pro vilão morrer ou ir pra uma cadeia bem porca na novela das oito...e temos que comer comida orgânica e integral, além de se filiar ao Greenpeace ou ao SOS Mata Atlântica. E temos que ser, obrigatoriamente, magros e ter o cabelo lindo ao acordar.
Quer saber, eu não gosto de comida orgânica, pareço um poodle depois da II Guerra Mundial quando acordo, não estou todos os dias perdidamente apaixonada e nem sofrendo por amor, e não quero ser alternativa pra parecer cool e bacanona! Pronto, falei. Temos medo de sermos aquilo que sentimos, temos medo de sermos aquilo que gostaríamos de ser.
Experimente a sensação de bater fora do bumbo, pelo menos uma vez. É incrível. Não se importe com classificações, com certo ou errado, saiba entender o que é que te faz bem...o que te faz sentir plenamente como tem vontade.
Mesmo se tratando de padrões de autores desconhecidos, os tratamos como verdades únicas, como caminhos certos a seguir, dignos de nossa preocupação e encanação caso tenhamos vontade de tomar uma decisão diferente. Cara, isso não vale a pena...na moral.
Ser aquilo que se chama de normal é praquele que não busca, que não vê além, que não admite a possibilidade de um caminho alternativo...e tantas vezes melhor, mais bonito e é claro...bem mais difícil. Também não dá pra ser sopa no mel, né?!
Temos que estar o todo perdidamente apaixonados ou então sofrendo por amores perdidos ou não correspondidos. Temos que sentir o coração bater pelos delícias ou segurá-los quando ninguém acha aquela pessoa digna de um tremor nas pernas ou das mãos suando. Temos que assistir Big Brother e torcer pelo legalzão com cara de dó, temos que torcer pro vilão morrer ou ir pra uma cadeia bem porca na novela das oito...e temos que comer comida orgânica e integral, além de se filiar ao Greenpeace ou ao SOS Mata Atlântica. E temos que ser, obrigatoriamente, magros e ter o cabelo lindo ao acordar.
Quer saber, eu não gosto de comida orgânica, pareço um poodle depois da II Guerra Mundial quando acordo, não estou todos os dias perdidamente apaixonada e nem sofrendo por amor, e não quero ser alternativa pra parecer cool e bacanona! Pronto, falei. Temos medo de sermos aquilo que sentimos, temos medo de sermos aquilo que gostaríamos de ser.
Experimente a sensação de bater fora do bumbo, pelo menos uma vez. É incrível. Não se importe com classificações, com certo ou errado, saiba entender o que é que te faz bem...o que te faz sentir plenamente como tem vontade.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Não tão fundamental assim...
Hoje andei pensando sobre mudar meu conceito de que conhecer completamente as pessoas é fundamental. Não consigo me decidir se é melhor se deixar surpreender ou ir afundo em alguém pra saber o que esperar e não se machucar, cedo ou tarde. Também me peguei pensando nisso porque acho que uma mesma pessoa pode ter muitas pessoas dentro de si.
Acho que o mais certo, portanto, seria sentirmos as pessoas. Corpo, alma e coração. Sentirmos aquela pessoa de cada dia, aquela pessoa que menos se deixa transparecer. A que menos aparece é sempre a mais verdadeira. Conhecer de verdade é sentir aquela pessoa que te prende sem ao menos te tocar, que te olha a fundo sem mesmo estar próxima de ti, é aquela que sabe que ela está dentro de você, do jeito mais simples, sutil, marcante ao mesmo tempo.
A pessoa de verdade é aquela com quem o tempo passa sem perceber mas que você deseja que o tempo pudesse parar pra você entender e conhecer as outras pessoas que ela pode te mostrar, que pode deixar ser vista. A melhor das pessoas, concluí, é aquela que está entre linhas. A melhor pessoa é aquela que, mesmo que em algum momento te decepcione ou te mostre um lado muito inesperado, vai te surpreender positivamente a qualquer momento.
As decepções são aprendizados, as surpresas também. É preciso que saibamos ler no vazio, ouvir no silêncio e entender, na ausência, que a essência é variável.
Acho que o mais certo, portanto, seria sentirmos as pessoas. Corpo, alma e coração. Sentirmos aquela pessoa de cada dia, aquela pessoa que menos se deixa transparecer. A que menos aparece é sempre a mais verdadeira. Conhecer de verdade é sentir aquela pessoa que te prende sem ao menos te tocar, que te olha a fundo sem mesmo estar próxima de ti, é aquela que sabe que ela está dentro de você, do jeito mais simples, sutil, marcante ao mesmo tempo.
A pessoa de verdade é aquela com quem o tempo passa sem perceber mas que você deseja que o tempo pudesse parar pra você entender e conhecer as outras pessoas que ela pode te mostrar, que pode deixar ser vista. A melhor das pessoas, concluí, é aquela que está entre linhas. A melhor pessoa é aquela que, mesmo que em algum momento te decepcione ou te mostre um lado muito inesperado, vai te surpreender positivamente a qualquer momento.
As decepções são aprendizados, as surpresas também. É preciso que saibamos ler no vazio, ouvir no silêncio e entender, na ausência, que a essência é variável.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
I'm so between the lines...
Tô naqueles dias em que a mente tá cheiona de coisas e que você não consegue ordenar as ideias pra poder escrever. E é difícil começar uma coisa quando não se sabe por onde começa...é como achar ponta de pisca-pisca em época de Natal, sabe? Demora...mas rola. E é daí que sinto que saem as melhores coisas, as palavras mais sinceras, aquelas que saem de onde estão direto pra tela do computador, já que não usamos mais papel.
Sentimentos muito diferentes se misturam dentro de mim, mais na minha cabeça do que no meu coração. Meu coração anda muito bem resolvido. Tô vivendo aquelas fases em que tudo faz sentido pra mim quando se trata disso. Estando bem com isso, você tem meio caminho andado, tem coragem e paixão pra seguir em frente. Um coração em paz te chama para ter uma mente tranquila.
Mas...quem é que consegue ter um coração em paz quando se vive batalhando com a própria mente? Isso é algo que chamo de impossível. Minha mãe sempre me ensinou o poder da mente e o bem ou mal que ela pode lhe fazer. Hoje acredito muito nisso...e agradeço por não ter nenhum pensamento que julgo ruim na minha mente. O que tenho são palavras soltas, pensamentos confusos, decisões já tomadas - e bem tomadas - que eu insisto em repensar.
Tenho medo de começar e de terminar coisas. Sempre fui assim. E essas características pesam na minha cabeça há 25 anos, nunca fui muito objetiva ou até mesmo uma pessoa simples. Se tenho de começar algo tenho medo daquilo que vou encontrar no caminho que devo começar. Se tenho de terminar, repenso as consequências um zilhão de vezes e nunca acharei que estou certa ou que a culpa não é minha.
Hoje, o que mais me aflige, é ter de terminar uma coisa que nem ao menos comecei. Ou comecei, mesmo sem perceber. Não é algo que me dói na carne, que vai me dilacerar o coração dentro do peito e nem me fazer derrubar algumas lágrimas...que, na verdade, já começam a cair. Bom, talvez algumas. É daquelas coisas que te fazem perder o ar e que você sabe que, nesse caso, respirar é mais do que preciso.
Por mais que pareça bobagem e totalmente controlável...acredite...não é. É necessário disciplina, memória curta, pouca atenção aos detalhes, ao que está subentendido. E mais do que isso é preciso que você não tente ouvir, no silêncio, aquilo que você queria que tivesse sido dito.
Costumo escrever quando sinto coisas que julgo só minhas, que posso escrevê-las de um jeito que ninguém entenda. Dessa forma é quando digo tudo aquilo que eu sinto pra mim pra que eu possa olhar de fora, analisar e tentar entender. Acho que quando escrevo é o momento em que saio do meu corpo e assisto minha alma contando os melhores segredos sobre mim. Acho que estou começando a entender o que se passa.
Sentimentos muito diferentes se misturam dentro de mim, mais na minha cabeça do que no meu coração. Meu coração anda muito bem resolvido. Tô vivendo aquelas fases em que tudo faz sentido pra mim quando se trata disso. Estando bem com isso, você tem meio caminho andado, tem coragem e paixão pra seguir em frente. Um coração em paz te chama para ter uma mente tranquila.
Mas...quem é que consegue ter um coração em paz quando se vive batalhando com a própria mente? Isso é algo que chamo de impossível. Minha mãe sempre me ensinou o poder da mente e o bem ou mal que ela pode lhe fazer. Hoje acredito muito nisso...e agradeço por não ter nenhum pensamento que julgo ruim na minha mente. O que tenho são palavras soltas, pensamentos confusos, decisões já tomadas - e bem tomadas - que eu insisto em repensar.
Tenho medo de começar e de terminar coisas. Sempre fui assim. E essas características pesam na minha cabeça há 25 anos, nunca fui muito objetiva ou até mesmo uma pessoa simples. Se tenho de começar algo tenho medo daquilo que vou encontrar no caminho que devo começar. Se tenho de terminar, repenso as consequências um zilhão de vezes e nunca acharei que estou certa ou que a culpa não é minha.
Hoje, o que mais me aflige, é ter de terminar uma coisa que nem ao menos comecei. Ou comecei, mesmo sem perceber. Não é algo que me dói na carne, que vai me dilacerar o coração dentro do peito e nem me fazer derrubar algumas lágrimas...que, na verdade, já começam a cair. Bom, talvez algumas. É daquelas coisas que te fazem perder o ar e que você sabe que, nesse caso, respirar é mais do que preciso.
Por mais que pareça bobagem e totalmente controlável...acredite...não é. É necessário disciplina, memória curta, pouca atenção aos detalhes, ao que está subentendido. E mais do que isso é preciso que você não tente ouvir, no silêncio, aquilo que você queria que tivesse sido dito.
Costumo escrever quando sinto coisas que julgo só minhas, que posso escrevê-las de um jeito que ninguém entenda. Dessa forma é quando digo tudo aquilo que eu sinto pra mim pra que eu possa olhar de fora, analisar e tentar entender. Acho que quando escrevo é o momento em que saio do meu corpo e assisto minha alma contando os melhores segredos sobre mim. Acho que estou começando a entender o que se passa.
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